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Fifa desiste de vender ações da Copa; Uefa celebra recuo

✍️Por Smidrat Hub·1 de agosto de 2026
Fifa desiste de vender ações da Copa; Uefa celebra recuo

A Fifa recuou na proposta de vender ações da Copa do Mundo, um plano que gerou tensão nos bastidores da política futebolística internacional. A Uefa não perdeu tempo em comemorar o abandono da ideia, acusando a entidade máxima do futebol de falta de transparência no processo.

O plano que não decolou

A iniciativa de Gianni Infantino previa a monetização de ativos da Copa do Mundo através da venda de participações acionárias. O projeto nunca foi detalhado publicamente com clareza, o que alimentou críticas sobre como a receita seria destinada e quem teria controle sobre decisões estratégicas do torneio. A Uefa apontou exatamente essa opacidade como problema central, argumentando que mudanças estruturais de tamanha envergadura deveriam passar por discussão aberta com os organismos continentais.

A reação europeia

O posicionamento da confederação europeia foi direto: definiu o recuo da Fifa como uma "vitória para o futebol". Ao descartar o rótulo de mera celebração interna, a Uefa enquadrou a decisão como ganho para toda a modalidade, sugerindo que a transparência e a governança adequada devem prevalecer sobre projetos que concentrem poder ou receita de forma questionável.

A crítica não foi apenas procedural. A entidade sublinhou que um processo de venda de ações da Copa—potencialmente o torneio mais lucrativo e visível do planeta—não poderia ser conduzido nos bastidores sem consultar as partes interessadas, incluindo confederações, ligas e mesmo os próprios jogadores que fazem o evento acontecer.

O contexto de Infantino

O presidente da Fifa enfrenta pressões crescentes sobre sua gestão. A administração de Infantino já absorveu críticas por decisões como a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções e a realização do torneio a cada dois anos—ambas propostas que encontraram resistência significativa de confederações continentais. O plano de vender ações da Copa parecia mais um capítulo dessa série de iniciativas que privilegiam a inovação financeira sobre o diálogo institucional.

A desistência, portanto, marca um ponto onde a pressão externa conseguiu frear uma agenda que a Fifa teria empregado recursos para viabilizar. Não é clara a intensidade com que Infantino defenderia o projeto ou se ele já tinha margem reduzida internamente, mas o resultado final é que a proposta não avançou.

O que fica em aberto

O recuo não resolve tensões estruturais na governança do futebol internacional. A Fifa continua sob escrutínio sobre como gera e distribui receitas bilionárias. A Copa do Mundo segue sendo um ativo estratégico cuja exploração comercial está longe de ser consensual entre as confederações.

O episódio reforça que organismos como a Uefa conseguem bloquear iniciativas que julgam prejudiciais, mesmo quando emanam da presidência da Fifa. Isso pode significar que futuras propostas de Infantino enfrentarão resistência semelhante—a menos que ele mude sua abordagem e inclua confederações continentais nas discussões desde o início.

✍️
Smidrat Hub Autor

Redactor de contenido deportivo en Smidrat.

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